Todo amor é natural

Composição e violão: Thiago Lopes Benevides
Sanfona: Ronaldo Richieri
Voz: Nadja Carmona

Tem muita coisa que eu não entendo
Mas de tudo, isso é a pior
Como é que pode tanta gente
Não aceitar o nosso amor?
Não podemos nem ficar juntos
Que isso é atrevimento
E para poder preservar famílias
Preferem ver meu sofrimento

Todo amor é natural
Sobretudo é sagrado
Nunca deixo que me digam
Que o que sinto está errado

Não compreendo o medo que eles sentem
Chega de perseguição!
Mesmo o Filho que ao mundo veio
Não aceitava exclusão
Comigo ainda guardo a esperança
Sei o que vai acontecer
Não é possível tanta ignorância
Todo o nosso amor vencer

Todo amor é natural
Sobretudo é sagrado
Nunca deixo que me digam
Que o que sinto está errado

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Rua Arthur Martins, 121 – 2º andar, Centro Sorocaba/SP

Entre em contato para conhecer preços e disponibilidades de horário:
Facebook: Thiago Lopes Benevides
E-mail: thiagolopesbenevides@gmail.com
Tel: (15) 8813 3076

À procura da batida perfeita

Aproveito o título sugestivo da filosofia musical do Marcelo D2 para mostrar alguns autores que fizeram experimentos com suas músicas.

Marcelo D2

Vou começar com o próprio. Embora ele não seja o primeiro a tentar misturar os ritmos, ele é um dos que mais espalha essa idéia de mudança na atualidade. A mistura de Rap com Samba é uma escolha óbvia, já que assim o público-alvo é muito maior.

Jackson do Pandeiro

Já na década de 50 misturava ritmos. Além disso, tinha um senso crítico muito aguçado, como nessa música (só vai tocar música americana quando eles tocarem a brasileira!). Jackson costumava misturar Forró com Samba, mas tocava diversos outros estilos como Baião, Xote, Xaxado, Coco, Arrastapé, Quadrilha, Marcha, Frevo,etc.

Raul Seixas

O maluco beleza. Muitos roqueiros podem não aceitar, mas passaram boa parte da vida cantando Country e Forró, graças ao Raulzito! Pode ter certeza que ainda escutaremos, durante muito tempo, alguém gritar lá do fundo do bar: TOCA RAUL!
Raul misturava Rock com música Country, Sertanejo e Forró.

Ver também Cowboy fora da Lei e White Wings.

Tom Zé

Precisa falar alguma coisa sobre alguém que é a Tropicália em pessoa? Tom Zé experimenta tanto em ritmos quanto em letras.

Baia

Fanático pelo Raul Seixas e, como ele, produz um Rock Nordestino muito bom! Nesta música, que é tipo um Xote com Rock, há um pequeno trecho em que a música vira um Tango.

Circuladô de Fulô

No momento em que o Forró estava de volta no cenário musical do país, graças ao Falamansa, surge um novo ritmo: o Forreggae. O Circuladô é um dos grupos mais conhecidos no estilo.

Charlie Brown Jr.

Inovaram com a mistura de Rock com Rap.

Os Mutantes

Maior banda experimental do Brasil. Misturavam todos os ritmos com psicodelia. Impossível escolher um vídeo que mostre com clareza.

Música do Tom Zé com um toque especial da Rita Lee. Muito bom ver o Gilberto na sanfona!

Bônus!

Em Sorocaba tamos um pianista que experimenta também. João Leopoldo mistura música clássica com popular e faz letras surreais.

 

—-

Estes são somente alguns autores que admiro. Temos muitos outros cientistas da música pelo Brasil!

Mudança de técnica

Foi com o Forró Euzébio que eu mudei minha forma de tocar violão. Antigamente eu tocava de forma tradicional, com todas as bases se limitando a batidas e dedilhados. Eu tinha um violão bem bonito, Memphis de cor sunburst, mas que não dava uma captação legal.

memphis sunburst

Ficava observando outras pessoas tocarem e dava um peso legal toda vez que batiam na tônica durante as bases. Decidi investir em um outro violão, para conseguir esse peso. Comprei um Fox elétrico. A partir daí comecei a melhorar nos baixos, a qualidade do som era muito superior e eu conseguia fazer o que queria.

fox eletrico

Os baixos que eu usava nas bases eram praticamente Tônica e Quinta ou Tônica, Terça e Quinta. Mas já mudava a cara das músicas, e foi aí que eu abandonei a palheta.

Em certo momento o Marcelo, flautista do Forró Euzébio, me sugeriu trocar para um violão de 7 cordas. Fiquei abismado. O que era um violão de 7 cordas? Comecei a pesquisar um pouco e me apaixonei pelo estilo. Não demorou muito e troquei meu Fox por um Rozini de 7 cordas modelo estudante. Ainda estou no aprendizado, mas já está interessante o som que tiro nele:

(Este vídeo foi gravado durante um ensaio para o Forró das Comadres, então nem eu nem a Nadja sabíamos ainda onde e como acabar. Podem ser percebidos alguns errinhos, mas nada fatal!)

Pão e circo

Música que, um dia no meio de uma loucura, Caetano e Gilberto fizeram para Os Mutantes. Arnaldo e Sérgio estavam no canto da mesma sala já compondo a melodia.

Panis Et Circenses

Eu quis cantar / Minha canção iluminada de sol / Soltei os panos sobre os mastros no ar / Soltei os tigres e os leões nos quintais / Mas as pessoas na sala de jantar / São ocupadas em nascer e morrer

Você pode querer cantar, pode hastear bandeiras, nem mesmo tigres e leões nos quintais das pessoas os farão perceber.

Mandei fazer / De puro aço luminoso um punhal / Para matar o meu amor e matei / Às cinco horas na avenida central / Mas as pessoas na sala de jantar /São ocupadas em nascer e morrer

Nem mesmo com  o punhal mais brilhante e chamativo no meio da avenida principal, na hora de rush, você pode matar uma pessoa que ninguém vai ligar.

Mandei plantar / Folhas de sonho no jardim do solar / As folhas sabem procurar pelo sol / E as raízes procurar, procurar / Mas as pessoas na sala de jantar / Essas pessoas na sala de jantar / São as pessoas da sala de jantar / Mas as pessoas na sala de jantar / São ocupadas em nascer e morrer

Nem com plantas de sonhos em um jardim do solar, nada vai importar. As pessoas já tem com o que se preocupar. Elas já tem o pão e circo.

Você sabe o que é pão e circo? Você liga? Se não, me desculpe, mas você não consegue perceber também. Você já está alienado.

Recomeçando

“Chegou a hora de recomeçar
Ter cada coisa em seu lugar” – CPM 22

Nova fase na vida. Estudando Educação Musical pela UFSCar e casado. Músico do Forró Euzébio.

Vamos ver se agora consigo levar a sério esse blog!

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